terça-feira, 2 de abril de 2013

Quando a decoração da casa é feita por um homem


O ambiente perfeito para qualquer homem se sentir a vontade para convidar os amigos para assistir aquele jogo do seu time ou apenas para jogar conversa fora enquanto se bebe cerveja.
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Varanda com churrasqueira


A varanda ganha cada vez mais destaque e importância dentro de casa, transformando-se em um gostoso espaço de convivência. Tanto é que os moradores desse apartamento, um casal de administradores com idade entre 30 e 40 anos, com dois filhos, um menino de 7 anos e um recém-nascido, fizeram questão de transformar o terraço em um ambiente confortável, com churrasqueira, um belo jardim de inverno e opções de entretenimento para a família.

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A partir desse perfil, a decoradora e designer de interiores Teresinha Nigri Basiches, de São Paulo, SP, ambientou a varanda de 26,8 m², do empreendimento Quintessence (Tecnisa), da capital paulista, removendo e remanejando algumas paredes para cumprir a missão com êxito. "Consegui obter um ótimo aproveitamento de espaços. A integração total da varanda trouxe mais amplitude e convida à convivência familiar", destaca Teresinha.


A varanda é extensa e completamente integrada à área social, com churrasqueira, poltronas, televisor e mesa de refeições. As paredes acompanham a fachada do edifício. O painel de madeira de demolição foi decorado com ramos de dinheiro-em-penca (Callisia repens) e vasos de barro com diversos tipos de suculentas. Já nos enfeites das mesas, brilham as orquídeas chuva-de-ouro (Oncidium sp). No piso, o mármore piguês em peças grandes contribui para a integração dos ambientes, trazendo a sensação de amplitude e sofisticação.


O sofá com chaise, as mesas de apoio e de refeições e os bancos de madeira são da Bonamaison. As banquetas acrílicas transparentes foram compradas na Etna. Para a iluminação, Teresinha utilizou duas lanternas em inox. O espelho na lateral dá profundidade ao local. O jardim de inverno atende às exigências da vida moderna: morar com conforto e qualidade de vida.


Especialistas ensinam como dar outra funcionalidade ao quarto de empregada

Normalmente construídos perto da área de serviço ou da cozinha, os quartos para empregados podem ser transformados em locais de convivência para os moradores (Eduardo de Almeida/RA Studio)

A dependência de empregada era um ambiente essencial nos empreendimentos há alguns anos. Isso por ser comum as famílias contarem com uma empregada doméstica que dormia no serviço. Atualmente a realidade é outra e muitos optaram por diaristas. Com isso, o cômodo tem sido cada vez menos comum nos imóveis e, em alguns casos, é adaptado para o uso dos moradores. A carência de espaço nos imóveis exige que todos os ambientes da casa sejam bem aproveitados.

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A designer de interiores Fabiana Visacro explica que, como muita gente trabalha fora e não come em casa, atualmente tem-se feito a opção de recorrer ao trabalho de diaristas. “Além disso, esse tipo de serviço está cada vez mais caro e escasso. Diante dessa realidade, os quartos de empregada acabam sendo transformados para aproveitar o espaço da casa.” Assim, os moradores ganham mais um espaço para usufruir no lar. E as destinações que podem ser dadas a ele são as mais variadas. A designer de interiores Laura Santos sugere alguns exemplos de novas funções. “Podemos transformar esses cômodos em pequenos escritórios, quartos de costura, ateliê, espaços de leitura. Vai da criatividade e da necessidade do cliente.”

A arquiteta Estela Netto reforça a posição das designers e dá outra sugestão para aproveitar mais esse cômodo da casa. “Uma ótima ideia é expandir algum espaço, agregando esse ambiente. Pode ser o quarto do casal, a cozinha, o banheiro. Depende do desejo do cliente”, diz. Ela já realizou um projeto com essas características e o resultado alcançado foi surpreendente. “O cliente era um rapaz solteiro que queria um banheiro maior, com banheira, ducha, cabine para bacia etc. Para realizar esse desejo, incorporei o dormitório de serviço ao banheiro da suíte, criando um ambiente maior e mais funcional”, conta.

Como o serviço doméstico é cada vez mais caro no país, a designer de interiores Fabiana Visacro diz que a adaptação do espaço é necessária (Eduardo de Almeida/RA Studio)
Como o serviço doméstico é cada vez mais caro no país, a designer de interiores Fabiana Visacro diz que a adaptação do espaço é necessária
As profissionais da VS Design Fabiana Visacro e Laura Santos também já mudaram o que antes era um quarto de serviço para proporcionar um novo ambiente aos moradores. “Transformamos o quarto de empregada em um espaço de descanso e de conversa, que remete à cidade de Tiradentes, muito apreciada pelos clientes. Como o espaço era pequeno, retiramos uma das paredes e a porta, proporcionando a integração com a sala de jantar e a cozinha.”

CUSTO 


Para quem aprovou a ideia e quer incluir esse cômodo no projeto de decoração da casa, Laura Santos revela que o valor não pesa muito no bolso, já que as medidas desses ambientes, geralmente, são mais compactas. “Com valor aproximado de R$ 2,5 mil consegue-se montar um quarto bastante funcional, incluindo o projeto, a marcenaria inteligente e itens de decoração.” Estela Netto diz que somente o projeto fica em torno de R$ 1,5 mil por ambiente. Já o valor da mão de obra para realização da marcenaria e os equipamentos eletrônicos vai depender do que for especificado em projeto, que para ser bem-sucedido tem que ter como premissa o bem-estar.

O trabalho do profissional designado para essa tarefa é avaliar as reais necessidades do espaço e as medidas disponíveis para priorizar o que realmente importa, seja para uso da empregada doméstica, seja para a transformação total do espaço. Para tanto, é necessário que se faça uma análise do projeto como um todo antes de adquirir qualquer peça de forma independente, como completa Fabiana Visacro. “Ou seja, o cronograma de obra feito pelo decorador é de suma importância.”

A diferença nos detalhes Propostas de decoração propõem conforto para os quartos de empregadas e soluções criativas para quem pretende adaptar o espaço a outra função em casa 

Para quem precisa da dependência de empregada, a designer de interiores Fabiana Visacro ressalta a importância de integrar o espaço no projeto de todo o imóvel. “Devemos considerar que esse quarto, além de um ambiente íntimo, será também um espaço complementar ao ambiente de trabalho de quem vai usufruí-lo”, comenta.

Por isso, a designer conta que ele precisa ser relaxante, confortável, de certa forma pessoal e adaptável, já que a rotatividade de profissionais pode ocorrer. “Vale lembrar a importância de deixar pequenos espaços para alguns pertences pessoais, como porta-retratos, livros e outros”, aponta Fabiana.

Assim como em uma empresa, é necessário proporcionar um local agradável que possibilite o desenvolvimento do trabalho do empregado doméstico da melhor maneira possível. De acordo com a arquiteta Flávia Zambelli, “oferecer um ambiente agradável, com conforto e segurança, é um dos atrativos para manter as empregadas nos lares. Esse espaço deve oferecer condições para que elas se sintam verdadeiramente em casa”.

"Esse espaço deve oferecer condições para que os empregados domésticos se sintam verdadeiramente em casa. Oferecer um ambiente agradável é um dos atrativos" - Flávia Zambelli, arquiteta
Para possibilitar essa atmosfera, a arquiteta sugere um quarto elaborado com um pequeno estar, com frigobar e TV, para que a doméstica, em seus momentos de descanso, tenha total privacidade da movimentação da casa. “Mobiliário bem confortável que atenda suas necessidades, indo contra o atual padrão, sempre muito apertado. Para o banheiro, uma bancada com dimensões que permitam uma utilização também confortável”, acrescenta Flávia Zambelli.

O cuidado com esse espaço é proporcional à importância que, muitas vezes, uma funcionária que presta serviços gerais, uma babá ou um motorista têm para a família, segundo a arquiteta Estela Netto. “E seu bem-estar e conforto refletem em seu trabalho. Por isso, não basta apenas um dormitório básico, mas um espaço acolhedor equipado com tecnologia, como TV e DVD, que são itens indispensáveis. Um bom armário e uma cama de qualidade também.”

Mas antes de escolher o que será utilizado, é preciso pensar e se programar para adequar boas soluções de iluminação, leiaute e circulação de ar natural. Isso inclui a forma correta de utilizar o mobiliário. Estela diz que as soluções para o espaço são inúmeras, mas não têm nada de específico. “Os modelos de cama, armário, móvel para TV são as mesmas opções do restante da casa.”

pequenos O ideal para esse tipo de ambiente, que em sua maioria tem tamanhos mais compactos, é utilizar a marcenaria inteligente, como indica a designer de interiores Laura Santos. “O interessante é poder contar com camas com gavetões, criados com gavetas em vez de mesinhas como apoio lateral, armário com portas de correr e prateleiras internas realocáveis para atender as diversas demandas de quem vai usufruí-lo. A ordem é otimizar o espaço.”

Quartos planejados, com mobiliário racional – de preferência modulado –, são as melhores opções para aproveitar ao máximo os espaços, conferindo a eles conforto, como informa Flávia Zambelli. “O primeiro passo para isso é levar em consideração o dimensionamento do ambiente para que a padronização do móvel seja adequada da melhor forma possível”, diz. Para compor o espaço, a arquiteta sugere ainda um sofá-cama de boa qualidade.

Curingas para não fazer feio

Além de analisar criteriosamente as medidas do ambiente, a designer de interiores Fabiana Visacro recomenda peças neutras e multifuncionais. “A pessoa que vai usufruir desse espaço pode ter hábitos e necessidades distintas das da família que a 
"Podemos transformar esses cômodos em pequenos escritórios, quartos de costura, ateliê, espaços de leitura. Depende da criatividade e da necessidade do cliente" - Laura Santos, designer de interiores
recebe. Portanto, peças práticas, funcionais e de linhas retas são as mais indicadas.” Para a designer de interiores Laura Santos, o importante é tornar o ambiente confortável, aconchegante, prático e bastante funcional para quem vai utilizá-lo. “Além de uma marcenaria adequada, que abrigue todos os pertences necessários, as caixas organizadoras também contribuem bastante para a organização do quarto de uma forma bastante econômica e charmosa. Os valores são bem acessíveis – a partir de R$ 15”, explica.

Fabiana Visacro confirma que entre os objetos indispensáveis a serem empregados na composição estão as caixas organizadoras. “De variadas estampas e tamanhos, podem compor o espaço com bastante charme e contribuem muito para a organização do quarto.” Mas há peças que, apesar de práticas e até mesmo decorativas, requerem cuidados para não causarem um certo desconforto visual ao deixar à mostra muitos itens e de variadas cores. “São as araras de closet ou bastões para cabides de roupa que se misturam aos demais acessórios expostos nas paredes”, diz Fabiana.

O mesmo vale para as caixas que, muitas vezes, ocupam espaços aéreos. Caso não sejam organizadas, podem causar poluição visual. “Em alguns casos, não há como evitar. Mas o ideal é reduzir o volume das peças e deixá-las rasteiras. Exemplo: peças únicas como cama com gavetões, criados com gavetas, armário do piso ao teto recobrindo a parede”, cita Laura Santos. A escolha das soluções mais adequadas vai depender do uso e do tempo de permanência do empregado doméstico, segundo a arquiteta Estela Netto. “Se, por exemplo, seu funcionário for morar na sua casa de segunda a sexta-feira, o projeto e a escolha devem ser muito em função desse longo prazo que ele passará em serviço. Mas se funcionários passam apenas o dia no trabalho, não é necessário pensar o ambiente da mesma forma.”

LIMPEZA 

Outro ponto que conta muito na hora de escolher é a manutenção do espaço, seja com relação à limpeza ou mesmo à forma como ele é decorado. Quando o assunto é tornar esse ambiente aconchegante, prático e funcional com economia, a dica é investir no MDF na cor branca, “que, normalmente, é um material durável, de qualidade, mas com preço muito em conta”, diz a arquiteta. Aliás, as cores neutras, como o branco neve, são as ideais para esse tipo de ambiente, segundo Laura Santos. 

DICAS ÚTEIS

Confira algumas intervenções para aproveitar melhor o cômodo

Projetos de escritório para espaços reduzidos, como este, podem ser facilmente adaptados em cômodos onde ficavam as dependências de empregada (Eduardo de Almeida/RA Studio)
Projetos de escritório para espaços reduzidos, como este, podem ser facilmente adaptados em cômodos onde ficavam as dependências de empregada
» O espaço precisa ser pessoal e, ao mesmo tempo, adaptável, já que a rotatividade de profissionais pode ocorrer.

» O ideal para a dependência de empregada – que, em sua maioria, tem tamanho menor – é utilizar a marcenaria inteligente, que otimiza o espaço.

» O mobiliário tem de ser bem confortável e proporcional ao espaço, para não comprometer a mobilidade de quem ocupa o ambiente.

» Para isso, reserve locais para que alguns objetos pessoais fiquem à mostra, como porta-retratos e livros.

» O uso de tons neutros também proporciona maior liberdade para compor o ambiente com objetos de cores sortidas, como almofadas sobre a cama e adesivos de parede.

» Invista em aparelhos tecnológicos, como TV e DVD, e até mesmo num frigobar, para que a pessoa contratada, em seus momentos de descanso, tenha total privacidade da movimentação da casa.

» Invista nas cores neutras, como o branco neve, pois elas ampliam o espaço.

» A iluminação e a circulação de ar natural também não devem ser esquecidas.

DeCÃOração para o seu pet



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Uma casinha para o cachorro no aparador da sala
Uma passagem secreta entre dois ambientes
Uma passarela bem alta para os gatinhos
Com direito a passagem secreta e um cantinho especial
Um comedouro na ilha da cozinha
Prateleiras para escalar
E algumas prateleiras para descansar

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Dicas de como decorar um quarto pequeno




Para fazer de um pequeno quarto um espaço agradável, relaxante e acolhedor com tudo que é necessário, o primeiro passo é um bom projeto.
Nele, os móveis, devem, preferencialmente, ser feitos sob medida. Uma idéia é embutir a cama entre portas de armários e colocar embaixo dela grandes gavetas, que ajudarão no armazenamento de colchas e cobertores.
Procure usar camas não muito altas e volumosas: elas ocuparão muito espaço visual do quarto e darão a sensação de aperto.
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As tomadas e pontos de luz devem estar em lugares que facilitem o acesso.
Evite luminárias soltas. Prefira arandelas ou pendentes, que darão luz aconchegante e não ocuparão espaço util.
Muito importante também é uma iluminação versátil, que se consegue com o uso de dimmers que controlam a intensidade da luz.
Nas paredes e teto, escolha tons claros e não misture muitas cores.
O mesmo vale para as cortinas. Se gostar de cores fortes, deixe para usá-las em acessórios.
Espelhos bem posicionados são aliados importantes para que o ambiente ganhe sofisticação e amplitude.
Além de tudo isto, não esqueça que a organização é fundamental.



quinta-feira, 28 de março de 2013

Casa de Frank Lloyd Wright acende discussão sobre preservação

Fachada da casa assinada por Frank Lloyd Wright, em 1952, em Phoenix. Obra corria o risco de demolição


Vende-se: um pedaço de história com quatro quartos e quatro banheiros, feito de aço galvanizado e concreto, que surge logo acima de uma paisagem com cactos e árvores cítricas, em uma das áreas mais requisitadas da cidade de Phoenix, Arizona. Seu preço é US$ 2.379.000. Precisa de um pouco de amor e carinho. Ah! E foi construída por Frank Lloyd Wright, um ícone da arquitetura.
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Os proprietários, John Hoffman e Steve Sells, colegas de colégio em Meridian, Idaho, esperavam vender a casa antes de sete de novembro de 2012, quando estava marcada a votação do conselho municipal sobre a concessão ou não do status de patrimônio histórico à morada, um processo sobre o qual Hoffman e Sells são contrários.  
Embora concordem que a casa deva ser salva – "A propriedade é maravilhosa", afirma Sells, na suíte principal – eles primeiro querem garantir o investimento que fizeram, assim como a subsistência dos dois. "Se ela se tornar patrimônio histórico, estamos aposentados", o empresário continua. Em dezembro, enfim, a casa foi vendida e o comprador se posicionou em favor da preservação do imóvel, uma vitória da Frank Lloyd Wright Building Conservancy, entidade que busca a manutenção das obras do arquiteto e que intercedeu no negócio.
A casa, o arquiteto, a demolição
A casa, construída em 1952, tem a assinatura de Wright em um azulejo vermelho perto da porta de entrada – tanto um selo de aprovação quanto um certificado de autenticidade. A madeira dos gabinetes, portas, mesas, prateleiras e sofás, todos criados por Wright, brilha e foi trazida de volta à vida por camadas de óleo de limão. O chão, de concreto colorido, tem rachaduras que denunciam a idade, mas também emprestam um certo charme de robustez à construção.
Quando Hoffman e Sells compraram a casa por US$ 1.8 milhão, em junho, pagando um milhão de dólares a menos que os antigos moradores pagaram para as netas de Wright, "pensamos que tínhamos ganhado na loteria", avalia Sells. A cidade lhes autorizou a dividir o terreno e o plano era construir duas casas de luxo e ganhar muito dinheiro em pouco tempo.
"Só o terreno", no coração do bairro de Arcadia, à sombra da pitoresca montanha Camelback, "já valeria entre US$1.2 e US$1.4 milhão", ele continua. Os empresários acharam que a autorização para recortar o terreno incluía a permissão para demolir a casa construída por Wright para o filho e  a nora, David e Gladys, e, realmente, por pouco tempo, tal permissão existiu.
Assim que Sells e Hoffman se prepararam para fechar o negócio, preservacionistas envolvidos com a proteção do legado de Wright chegaram à cidade pedindo que a casa fosse considerada patrimônio histórico. Sells, 50 anos, empreendedor na área de tecnologia, disse que não fazia ideia do seu significado ou da diferença "entre Frank Lloyd Wright e os Irmãos Wright". "Eu cresci em Idaho, participando de rodeios", conta. "Não tínhamos dinheiro".
Entretanto, no final de setembro, sob a pressão dos preservacionistas e talvez percebendo que os proprietários estavam falando sério quanto a destruir a propriedade, a prefeitura invalidou a permissão para por a casa abaixo. Naquele momento, o processo de nomeação de patrimônio histórico já estava em andamento.
Preservar é preciso
A casa dança. O vidro de suas janelas está colocado em esquadrias que se curvam, seguindo o fluxo das paredes em espiral. A mobília, toda desenhada por Wright, é um estudo sobre simetria. As bordas arredondadas da mesa da cozinha combinam com as bordas arredondadas da lareira, que combinam com as bordas arredondadas da rampa de vai do térreo ao segundo andar como um "U" invertido.
A casa surpreende. Folhas de compensado sustentam colunas conforme cruzam os interiores dos armários em um quarto de criança, ocultando-as de modo divertido, como se brincassem de esconde-esconde. Triângulos invertidos esculpidos em aço galvanizado estão pendurados no beiral do telhado, projetando sombras no chão que se transformam à medida em que o sol se move.
Sells não é o estereótipo de um construtor. Ele gosta de corridas "off-road", tem um brinco de argola na orelha esquerda e tatuagens nos braços e pescoço, entre elas o nome de sua mãe, que faleceu quando ele era jovem, e as palavras "Triple Trouble"[Problema Triplo].
O prefeito de Phoenix, Greg Stanton, trabalhou duro para ajudar Sells a encontrar um comprador que desejasse manter a casa, afinal a cidade queria que a construção fosse salva. "A casa merece ser tombada? Sim. O local precisa ser preservado," argumenta o atual proprietário. "Mas três netas de Wright venderem-na por US$ 2.8 milhões, para que eu carregue a cruz de Frank Lloyd Wright, não é justo".
No Arizona, onde o direito do proprietário é fortemente defendido, conceder a condição de patrimônio histórico a uma propriedade tem o poder de blindá-la da modernização ou da destruição somente por três anos. Então, quando um conselho aprova a solicitação, a demolição é adiada, mas o veto não torna-se definitivo. Bem, pelo menos, dessa vez, o legado de Wright, parece salvo.


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