quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Deu problema na reforma? Saiba como minimizar os danos


O sonho de reformar a casa era antigo e Meire Carletto não hesitou em demolir o imóvel para reiniciar a construção do zero. Tinha plena consciência de que o projeto exigiria tempo e paciência, mas não imaginava tantas pedras no caminho. O primeiro empecilho surgiu antes mesmo da obra começar: atraso na liberação da planta. “Acabei trocando de arquiteta e tive dúvidas sobre a proposta. Quando finalmente definimos, a prefeitura demorou a aprovar”, diz a aposentada paulista.


Projeto liberado e contrato assinado com a empreiteira, mãos à obra. A reforma teve início com cinco profissionais e um mestre de obras , porém, Meire já reparava certa variação no ritmo de trabalho. Em alguns momentos, a construção era realizada somente por duas pessoas, o que atrasava o andamento geral. Problemas alcoólicos também surgiram na equipe e um pedreiro foi substituído.
A aquisição de materiais foi outro dilema. Listas e listas de produtos eram solicitadas, sem qualquer preocupação. “Houve bastante desperdício. Comprava itens e recomprava, materiais sumiam, peças quebravam. Acredito que tamanho prejuízo representou algo entre 5% e 10% dos custos”, afirma a aposentada. Falta de capricho e de atenção dos profissionais também interferiram. “Chegaram a colocar portas erradas, danificando o produto, e precisaram trocar.” Resultado? Mais de seis meses de atraso e muita dor de cabeça.
Na reforma de Izabel Cristina Cunha não foi diferente, sendo que a quantidade expressiva de problemas chegou a paralizar totalmente da obra. Sem conhecer nenhum profissional de confiança, a pedagoga buscou uma empreiteira por meio de indicações. “Estava muito difícil encontrar alguém que pudesse fazer o serviço, todos com agenda cheia. Um arquiteto que atendeu um amigo fez a indicação e acabei contratando sem conferir trabalhos antigos”, diz.
A estrutura da casa já aparecia quando o ritmo da obra diminuiu. Funcionários sumiam e apenas respostas evasivas eram dadas. O prazo, entretanto, continuava garantido. “A situação piorou quando o mestre de obras reclamou mais dinheiro do que o combinado. Estavam muito atrasados e já tinha pago mais da metade”, afirma Izabel. Dos quatro funcionários iniciais, restou apenas um – que sumiu quando a obra já estava com quatro meses de atraso.

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O professor Juliano Schwartz também está incluído nesse grupo de reféns. Na hora de contratar a empreiteira, levou em conta aspectos como boa indicação e orçamento acessível. O que parecia vantajoso, entretanto, logo se mostrou contrário. A falta de gestão na equipe foi um dos obstáculos que atrapalhou o andamento da obra de seu apartamento . “Faltava ordem entre os funcionários, o responsável sumia por semanas e os atrasos eram constantes. Nossa única garantia de serviço era a exigência de que duas pessoas estivessem sempre trabalhando”, diz.
A promessa de término em dois meses ainda foi prejudicada pelo desencontro de informações. Juliano por diversas vezes viu-se com dificuldades para comprar materiais, já que o responsável não indicava detalhes técnicos. “A equipe tinha problemas até na montagem da lista de produtos. Fazia pedidos errados e eu perdia tempo trocando itens”, afirma o professor. E a falta de conhecimento dos profissionais acabou aumentando a incidência de erros. “Queríamos colocar mais pontos de água quente e a primeira resposta era sempre negativa. Em outra situação, orientaram de maneira errada a empresa que instalou a pia da cozinha”, diz.

O outro lado responde

Thinkstock Photos
exigências nas cláusulas e garanta a validade das assinaturas;
5º - Faça um cronograma realista da obra envolvendo terceiros e a equipe contratada, de modo a cobrar prazos e impedir que um atrase o serviço do outro;
6º - Contratar uma única equipe multidisciplinar de confiança é melhor do que unir profissionais de pintura, elétrica, hidráulica etc que nunca trabalharam juntos. A vantagem da equipe é contar com uma chefia única, o que garante a comunicação e os prazos durante as diferentes etapas da obra. 
7º -  Os desperdícios  precisam ser encarados seriamente e resolvidos no início dos trabalhos. “O melhor é fazer um levantamento do que será usado em cada etapa (pintura, alvenaria, elétrica e hidráulica) e comprar todo o material necessário para cada uma em listas separadas”, afirma Paulo Roberto Pires, mestre de obras da Dr. Resolve.
8º - Estabeleça um diálogo constante com o responsável da obra e faça visitas periódicas ao local. A presença do mestre de obras é importante, já que ele responde pelo uso de materiais e ritmo do serviço. “Um erro comum é deixar autônomos sem chefia em construções. Quando existe um responsável, a garantia da qualidade do serviço aumenta”, diz Luis Antonio Amaral, proprietário da Manutenção de Sua Casa.
9º -  Cada reforma exige um número específico de trabalhadores, mas deve-se entender que o excesso pode atrapalhar. Segundo Pires, o ideal é manter quatro funcionários (dois profissionais e dois ajudantes) em cada etapa. Uma saída para garantir a conclusão do serviço é estipular um número mínimo de profissionais nas cláusulas do contrato.
10º - Peça relatórios semanais da reforma e acompanhe o andamento do processo antes de fazer qualquer espécie pagamento. Fique de olho!


A DECORAÇÃO DA PRIMEIRA CASA: POR ONDE COMEÇAR?




Você finalmente tem  a própria casa! Agora, além de arrumar as coisas do seu jeito, poderá decorar como sempre desejou. Mas nem sempre esse sonho é realizado imediatamente, já que as despesas com móveis e decoração podem ser bem elevadas.

E aí surgem as dúvidas: “Por onde começar? O que é mais importante? Como criar um clima charmoso e aconchegante sem gastar uma fortuna?”. Quem dá as dicas é o arquiteto Denis Cossia, do escritório NK&F Arquitetura da Paisagem.




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Estude a planta e analise suas necessidades


– Procure aproveitar toda a área disponível. “Observe, por exemplo, se os ambientes podem ser integrados para ter uma sensação de amplidão ou se eles devem ser isolados por conta do barulho e da privacidade”, explica o arquiteto.

– Avalie se a iluminação natural é adequada para o ambiente. “De nada adianta, por exemplo, montar o escritório em um quartinho pequeno e mal iluminado, pois os moradores vão acabar trabalhando na sala de jantar”, comenta Denis.

– Planeje com calma: priorize os cômodos a serem decorados conforme a necessidade e a utilização. Normalmente, o quarto e a cozinha são os mais usados. Se começar pela cozinha, lembre-se de que os principais itens são aqueles indispensáveis para o dia a dia, como a geladeira, o fogão e uma bancada de apoio para as refeições. Para dar um toque criativo, invista em eletrodomésticos de cores vibrantes, como o vermelho.  Outra boa ideia é revestir uma das paredes com pastilhas coloridas ou colocar um adesivo norefrigerador. Já no quarto, a cama deve ser o primeiro investimento. O modelo box é prático e versátil. Para dar personalidade, coloque uma bela colcha com uma tonalidade que proporcione aconchego e favoreça o repouso, como azul, lilás ou verde. O segundo item deve ser planejado é a cortina, que vai dar a sensação de privacidade.

– O banheiro pode ser organizado de maneira prática, funcional e criativa. Se for pequeno, cores claras e um grande espelho ajudam a ampliar o cômodo.  Acessórios, como por exemplo, tapetes, toalhas de banho, saboneteira e escova de dentes em tons coloridos e vibrantes são soluções baratas e originais, além de deixarem o ambiente mais alegre.

– Em seguida, comece a decoração da sala de estar. “Como esse é o ambiente em que a família se reúne para conversar, ver TV e relaxar, ele deve ser prático e confortável. Se tiver crianças ou animais de estimação, opte por um sofá com revestimento resistente, impermeável e lavável. E lembre-se de que os modelos claros são bonitos, mas sujam facilmente”, alerta Denis.


Para uma decoração charmosa e personalizada


– Invista em paredes coloridas! “Elas podem combinar com os tecidos de modo geral, como por exemplo, colchas e almofadas, deixando a casa muito elegante. Porém, evite as texturas (como o grafiato) em ambientes internos, pois, por serem ásperas, podem arranhar a pele e estragar as roupas”, orienta o arquiteto.

– Planeje uma iluminação funcional e criativa. “As luzes mais baixas e suaves deixam o espaço acolhedor, já as mais fortes são perfeitas para destacar quadros e outros elementos decorativos”, ensina Denis. Se quiser sugestões para decorar com estilo e bom gosto, confira a matéria "Iluminação com estilo".


– Distribua aromatizantes em varetas, sachês, velas oupot-pourri, deixando sua casa perfumada e aconchegante. E para que suas roupas fiquem mais cheirosas, use Fofo Concentrado no último enxágue. Você sentirá um aroma refrescante e delicioso ao abrir os armários!

– “Uma casa com todos os móveis de um mesmo estilo corre o risco de ficar com cara de loja.  É legal fazer um mix com peças de épocas diferentes, misturando as clássicas com as modernas. Você pode, por exemplo, aproveitar uma mesa antiga que ganhou da sua avó e combiná-la com cadeiras arrojadas. E para deixar o novo lar mais personalizado, enfeite-o com objetos que tenham valor afetivo, como lembranças de viagens e fotos”, sugere Denis.

– Depois de ter comprado todos os móveis da casa, siga para os acessórios que complementam a decoração e dão um toque de elegância e estilo. “Invista em cortinas, tapetes almofadas. Uma boa opção, por exemplo, é escolher cores que combinem com diversos objetos, compondo um ambiente harmônico e criativo”, sugere o arquiteto.



Projeto de lei prevê financiar casa própria sem juros


Financiar o valor total do imóvel novo de forma integral e sem as parcelas sofrerem reajustes ao longo do prazo. Essa é a principal proposta da Lei da Casa Própria, que visa beneficiar população brasileira mais carente com crédito habitacional isento de juros.
Segundo o idealizador do projeto de lei, o empresário do ramo imobiliário Carlos Alberto Rotermund, a intenção é oferecer crédito a pessoas que não tenham acesso a esta modalidade nos bancos.
“A ideia escrita no texto é dispor financiamentos para um público das classes D e E, com renda familiar muito baixa e que nem os bancos conseguem atender”, explicou Rotermund, em evento em São Paulo.
contempladas de acordo com um ranking pré-estabelecido pelos mesmos integrantes. O valor financiado sem juros pode chegar a R$ 500 mil.
Para a viabilidade deste projeto, será necessário regulamentar a operação de um fundo, chamado de Rotativo Solidário da Habitação (FRSH), que seria gerido por organizações do 3º setor e funcionaria para captar recursos (dinheiro) de empresas e governo para gerar as cartas de crédito isentas de juros.
“Pleiteamos uma equiparação da Lei Rouanet [política de incentivos fiscais que possibilita as empresas aplicarem uma parte do imposto de renda devido em ações culturais], mas agora voltada para o mercado habitacional. Com isso, este trabalho não diminuirá o lucro do setor da construção”, completou Rotermund.
Já há um projeto piloto neste modelo de negócio. Em cinco anos de existência, foram quase 600 pessoas contempladas com R$ 40 milhões, com um valor médio de R$ 80 mil por carta de crédito. Com este valor, é possível adquirir somente imóveis mais afastados das capitais.
Lei da Casa Própria visa beneficiar população brasileira mais carente com crédito habitacional de até R$ 500 mil sem juros
“Pelo menos, o comprador vai poder escolher em qual região ele quer adquirir o imóvel, diferentemente de outros programas. E é bom lembrar: este projeto não é assistencialista, a pessoa terá de arcar com as parcelas até o final do prazo escolhido. Seria um programa complementar ao do governo”, finalizou, referindo-se ao Minha Casa Minha Vida.
O projeto de lei precisa de 1,4 milhão de assinaturas para ir para votação no senado. Atualmente, a lista está com 537 mil nomes.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Imóveis de 51 metros quadrados e R$ 300 mil são os mais vendidos em São Paulo


O crescimento dos novos arranjos familiares, como solteiros e casais sem filhos, e a redução dos tamanhos das famílias, tem influenciado diretamente no perfil dos imóveis mais vendidos em São Paulo.
Isso porque os apartamentos considerados menores e mais compactos, e com um preço nem tão acessível, são os que tiveram a maior aceitação entre as vendas na capital paulista em 2012.
Segundo levantamento da Geoimovel, realizado a pedido do ZAP Imóveis, os imóveis verticais mais requisitados do mercado imobiliário no ano tinham entre 51 m² e 70 m² e custaram de R$ 301 mil a R$ 500 mil.
Com este padrão de metragem, foram vendidas 5.701 unidades até a segunda semana de dezembro, o que representou aproximadamente 21,4% do total dos imóveis comercializados em São Paulo.
Já os apartamentos com esta faixa de preço renderam 6.242 unidades vendidas no mesmo período mostrado na pesquisa. São 23,4% da quantia total negociada em território paulistano.
“As incorporadoras identificaram esta demanda e construíram. Este perfil de imóvel conta com uma boa velocidade de vendas, pois existe procura”, analisa o diretor da Geoimovel, Marcelo Molari.
Já a metragem entre 41 m² e 50 m² foi a segunda mais requisitada pelos paulistanos, com 16,8% do volume comercializado no mesmo intervalo de tempo. Foram 4.495 unidades vendidas.
Imóveis de 71 m² a 100 m² e de até 40 m² tiveram 2.511 e 1.615 unidades vendidas, respectivamente.
Em contrapartida, os imóveis mais caros tiveram a preferência entre as vendas em São Paulo no ano. Depois dos bens de até R$ 500 mil, os apartamentos com preços entre R$ 501 mil e R$ 1 milhão contaram com a segunda maior preferência do mercado, com 3.162 unidades (11,8%).
“Isso significa que foram comprados imóveis menores, mas em bairros mais nobres, com o preço do metro quadrado mais alto. Distritos como o Tatuapé, Vila Mariana, Itaim Bibi e Vila Andrade estão entre os preferidos atualmente, pois tem metrô perto, entre outros fatores”, aponta o diretor.
Imóveis com dois dormitórios permaneceram no topo da lista entre os mais vendidos, sendo quase a metade do total comercializado (Crédito: Banco de Imagens / Think Stock)
Ainda segundo Molari, é difícil encontrar terrenos em São Paulo com espaços para construir grandes empreendimentos e que, por isso, a indústria tem lançado unidades com medidas menores. Assim, a lucratividade é maior.
“Hoje em dia, 60% dos imóveis vendidos têm o metro quadrado com preços entre R$ 5 mil e R$ 9 mil. Neste ano, ainda vimos um aumento da metragem, pois, historicamente, os apartamentos entre 41 m² e 50 m² é que são os mais vendidos”, completa.
Ainda de acordo com o levantamento, imóveis com dois dormitórios permaneceram no topo da lista entre os mais vendidos, sendo quase a metade do total comercializado até a segunda semana de dezembro.

Quanto custa uma reforma

Ao planejar o novo visual da casa, o número de reformas urgentes parece não acabar nunca. O grande problema desse momento é inserir o custo das mudanças em um limite financeiro aceitável e ainda conseguir bons resultados. Com isso, o primeiro passo da longa jornada é pedir orçamentos e estabelecer uma relação interessante entre custo e benefício.




“Preços acessíveis são importantes, mas a qualidade do serviço deve estar em primeiro lugar. Lembre-se de conferir os trabalhos que o profissional realizou, pegar indicações e consultar profissionais como arquitetos e designers, que sempre conhecem pessoas de confiança”, diz a arquiteta Karina Afonso.
Durante a etapa do  planejamento da reforma , outro passo fundamental é a compra de produtos. Se a ideia for conseguir descontos, nada melhor do que apostar em grandes quantidades. Mas caso a obra seja realizada em etapas, pode ser interessante acompanhar o ritmo do trabalho e aproveitar as promoções de temporada para adquirir os materiais.
“Há uma grande diversidade de produtos e muita gente acaba fazendo más escolhas por falta de conhecimento. Para evitar ciladas na hora da compra, aproveite as dicas dos profissionais que estarão trabalhando na reforma”, afirma Sandro Jouber, franqueado da Dr. Faz Tudo. “Lembre-se também de adquirir materiais – principalmente pisos – com uma margem reserva de 10%”, diz. 

Com tantos preços e maneiras de conduzir a reforma, procuramos profissionais especializados para simular o custo de diversos serviços. Confira o resultado: 

TROCAR AZULEJOS
PREÇO: de R$ 50 a R$ 120 (m²) 
OBSERVAÇÕES: o trabalho inclui a retirada do material antigo, a substituição por azulejos novos, o assentamento com cola à base de PVA e a finalização do rejunte. Importante lembrar que o serviço fará muita sujeira e quebra-quebra. Prepare-se!
TROCAR LOUÇAS E METAIS
PREÇO: de R$ 185 a R$ 2 mil (m²) 
OBSERVAÇÕES: ao fazer as trocas, o ideal é colocar tudo novo , inclusive válvulas e mangueiras. Por isso, não estranhe a variação de preço (já que os orçamentos consideram a qualidade e a quantidade dos produtos).
TROCAR PISOS
PREÇO: de R$ 50 a mil reais (m²) 
OBSERVAÇÕES: o preço varia de acordo com a qualidade do material e a complexidade do serviço. No caso de modelos de madeira, por exemplo, o m² pode chegar a R$ 400. “Apesar de a mão de obra ser basicamente a mesma, materiais como porcelanato podem exigir mais trabalho e cuidados, logo, o preço vai aumentar”, lembra Luis Antonio Amaral, proprietário da empresa Manutenção de Sua Casa.

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PINTAR PAREDES
PREÇO: de R$ 25 (duas demãos) até R$ 60 (m²) 
OBSERVAÇÕES : nos orçamentos mais baratos a aplicação de massa corrida não está inclusa. Isso significa que a parede tem que estar preparada para receber a tinta. Se quiser incluir o processo de massa acrílica, o preço vai dobrar.
PINTAR FACHADAS
PREÇO: de R$ 22 a R$ 145 (m²) 
OBSERVAÇÕES: Mesmo bastante variável, ovalor do orçamento inclui apenas a pintura com duas demãos, sem a presença da massa corrida.
INSTALAR MOLDURAS DE GESSO
PREÇO: de R$ 20 a R$ 45 (metro linear) 
OBSERVAÇÕES: o ideal é que a reforma do ambiente esteja acabada – ou faltando somente a pintura – para que o serviço com a moldura não danifique outros trabalhos.
TROCAR PORTAS E JANELAS
PREÇO: de R$ 121,51 a R$ 288,30 (unidade) 
OBSERVAÇÕES: no orçamento está incluso desde a substituição dos objetos até o processo de acabamento.

COLOCAR / TROCAR CARPETES
PREÇO: de R$ 23,50 a R$ 74,67 (m²) 
OBSERVAÇÕES: nesse serviço o profissional irá instalar o carpete no contra-piso já existente e fará o acabamento necessário.
INSTALAR PAPEL DE PAREDE
PREÇO: de R$ 6,70 a R$ 55 (m²) 
OBSERVAÇÕES: para um resultado mais satisfatório, o melhor é que a parede esteja tratada e sem umidade. No valor do orçamento está incluso a fixação do papel com cola à base de PVA.
TROCAR ENCANAMENTO
PREÇO: R$ 33,50 (água fria), R$ 40 (água quente) e R$ 55 (esgoto) (m²) 
OBSERVAÇÕES: trocar o sistema hidráulico dá trabalho e, no caso de pontos quentes, o valor da reforma pode ficar um pouco mais caro. “Em áreas assim, será preciso instalar canos de cobre e envolver as estruturas com mantas térmicas para que a água não perca o calor durante o trajeto”, diz Amaral.
TROCAR INSTALAÇÃO ELÉTRICA
PREÇO: de R$ 40 a R$ 156,70 (unidade) 
OBSERVAÇÕES: o orçamento leva em conta a substituição de tomadas, interruptores e luminárias. Para fiação, o preço pode variar de acordo com dificuldade do sistema.

Como fazer o pagamento?

Depois de simular o valor total da obra, é preciso definir como pagar a conta. Em pequenas reformas, pode ser uma alternativa usar antigas reservas e evitar o risco de endividamento. Porém, em casos de mudanças drásticas, as instituições financeiras oferecem planos de crédito que abrangem desde a compra de material até a reforma do imóvel. Para facilitar a análise das linhas, fizemos abaixo um resumo:
PLANOS DE FINANCIAMENTO 

BANCO DO BRASILITAÚBRADESCOCAIXA ECONÔMICASANTANDER
QUANTO?De R$ 70 até R$ 50 milDe R$ 1.000 até R$ 300 milAté 70% do valor do bemA partir de R$ 20 milA partir de R$ 1.000
PARA QUÊ?Material de construçãoConstrução, reforma e decoraçãoMóveis planejadosConstrução de imóveis residenciaisMaterial de construção
TAXA DE JUROSA partir de 1,53% a.mA partir de 2,39% a.mDe 3,96% a 4,76% a.mImóveis atá R$ 500 mil:  10,5% a.a + TR (acima desse valor a cobrança é de 11,5% a.a + TR)De 1,40% a.m a 1,85% a.m. (varia de acordo com prazo de pagamento e relacionamento do cliente)
PRAZO DE PAGAMENTOAté 54 meses com 180 dias de carência    Até 60 meses           Até 48 meses    De um a 30 anosAté 96 meses


Quanto realmente custa comprar um imóvel



Casal cansado de burocracia

São Paulo – A compra de um imóvel não é apenas uma questão de juntar um valor para dar de entrada e fazer a parcela do financiamento caber no orçamento. A burocracia de tornar o imóvel de fato seu envolve uma série de outros custos que não são exatamente leves para o bolso, e o comprador deve estar preparado para encará-los. Além disso, a natureza do imóvel adquirido pode envolver ainda outros custos. Veja a lista dos verdadeiros custos de se comprar um imóvel e quanto eles vão pesar:


1. Valor da entrada
Embora seja possível financiar 100% do valor do imóvel para quem tem renda familiar de até 5.400 reais nas regiões metropolitanas ou 4.300 reais nos demais municípios, para quem tem renda familiar mais alta que isso será necessário dar uma entrada. O valor mínimo será de 10% do valor do imóvel, para algumas linhas.
Na Caixa, por exemplo, é possível financiar até 90% do valor do imóvel. Ou seja, para um imóvel de 500.000 reais, seria necessária uma entrada mínima de 50.000 reais, que pode ser obtida por meio da poupança em uma aplicação financeira conservadora e de alta liquidez, como a caderneta de poupança, os CDBs e o Tesouro Direto. Outra opção é entrar em um consórcio imobiliário cujo valor da carta de crédito seja suficiente para dar esta entrada.
2. Custo Efetivo Total (CET) do financiamento
Quem financia o imóvel não deve apenas olhar para as taxas de juros, mas sim para o Custo Efetivo Total do financiamento, o chamado CET. Este é o percentual que deve ser levado em conta na hora de calcular a parcela mensal do financiamento. O CET inclui os juros, os prêmios dos seguros de Morte e Invalidez Permanente (MIP) e de Danos Físicos do Imóvel (DFI), a tarifa mensal de serviços administrativos, a tarifa de avaliação do imóvel e impostos, quando aplicáveis, como o Imposto de Operações Financeiras (IOF). Na Caixa, por exemplo, a taxa de juros do crédito pró-cotista, para quem financia com recursos do FGTS, é de 8,66% ao ano, enquanto que o CET é de 9,01% ao ano.
3. Custo da moradia
Se você mora de aluguel e comprou seu primeiro imóvel ainda na planta, não se esqueça de que seu orçamento deverá comportar o aluguel e uma eventual taxa de condomínio, além das parcelas pagas à construtora. Mas lembre-se de se certificar de que há fôlego financeiro para continuar pagando aluguel caso a entrega do imóvel atrase.
Os contratos costumam já prever um atraso de 180 dias, mas em casos extremos – e que frequentemente levam os compradores à Justiça – o atraso pode facilmente chegar a um ano ou mais. Se a intenção é comprar um imóvel já pronto, some às parcelas do financiamento o valor da taxa de condomínio. É o mínimo que você vai pagar por sua moradia.
4. Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI)
O ITBI é um imposto municipal que o comprador deve pagar ao adquirir um imóvel. A alíquota varia de município para município, mas não ultrapassa 3%. Nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, a alíquota é de 2% sobre o valor do imóvel. Pode haver descontos, com ou sem limite máximo, para imóveis de menos de 500.000 reais, financiados pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH).
Há basicamente duas formas de desconto do ITBI. Uma delas consiste na aplicação de uma alíquota reduzida sobre uma parte do valor do financiamento, e tudo que exceder esse teto será tributado sob a alíquota normal. É o que acontece na capital paulista. O teto do desconto é de 42.800 reais e a alíquota reduzida é de 0,5%. Assim, para um imóvel de 400.000 reais, com 300.000 reais financiados pelo SFH, o comprador pagará 0,5% sobre 42.800 reais e 2% sobre os 357.200 reais restantes.
A outra forma é o desconto sem o teto. É o que ocorre, por exemplo, em Santos, no litoral paulista. Nesta cidade, o ITBI é de apenas 0,5% sobre todo o valor do financiamento pelo SFH. Segundo o exemplo acima, 0,5% sobre 300.000 reais, sendo que os 100.000 reais restantes seriam tributados pela alíquota cheia. Existem ainda alguns casos de isenção. Em Fortaleza, funcionários públicos municipais não precisam pagar ITBI na compra do primeiro imóvel.
As Prefeituras também determinam prazos para o pagamento do ITBI, e cobram multa de quem os excede. Em São Paulo, por exemplo, o imposto deve ser pago em até dez dias a partir da data do contrato de compra e venda. Em alguns municípios, também é possível parcelar o imposto.
5. Escritura pública
Quando se financia um imóvel, não é preciso se preocupar com essa parte, uma vez que o contrato emitido pelo banco tem força de escritura pública. Caso a compra se dê à vista, porém, será necessário fazer uma escritura no Tabelião de Notas. O valor e as regras de cobrança das escrituras públicas variam bastante de estado para estado.
Em São Paulo, por exemplo, o valor da escritura é sempre proporcional ao valor do imóvel. A escritura de um imóvel de 300.000 reais custa 2.497,31 reais. Já um de 600.000 reais requer uma escritura de 3.074,93 reais. Já no Rio de Janeiro, toda escritura de valor declarado superior a 49.889,02 custa 604,26 reais.
Para saber o custo das escrituras no seu estado, basta acessar a página do Instituto de Registro Imobiliário do Brasil, que disponibiliza, em arquivo pdf, as regras de custos cartoriais de todos os estados. No entanto, a escrita burocrática pode suscitar dúvidas, e os prazos e documentos necessários para lavrar uma escritura variam também de estado para estado. Pode ser necessário apresentar uma série de certidões, que normalmente devem ser providenciadas pelo vendedor. Por isso, é aconselhável entrar em contato com um tabelionato de notas para saber o valor da escritura, os documentos necessários e a quem compete providenciá-los.
6. Registro do Imóvel
Com o ITBI pago e a escritura em mãos, é hora de registrar o imóvel. “O comprador precisa levar as vias do contrato assinadas e a guia de ITBI paga para que o cartório possa dar entrada no Registro”, diz Daniele Akamine, sócia-proprietária da consultoria imobiliária Akamines. Segundo ela, em algumas cidades também é preciso apresentar algumas certidões, que na maioria das vezes devem ser providenciadas pelo próprio vendedor. “Algumas das certidões exigidas podem ser emitidas diretamente nos sites da Receita e do INSS, gratuitamente. O custo total é de até 400 reais”, explica a advogada.
Os valores do registro também variam de estado para estado e tomam como base o valor de alienação do imóvel. Em São Paulo, o registro de um imóvel de 500.000 reais custa 1.792,21 reais. No Rio Grande do Sul, o registro de um imóvel no mesmo valor sai por 1.996,10 reais. Os valores dos registros também podem ser consultados no site do Instituto de Registro Imobiliário do Brasil.
Simulação
Vamos fazer um cálculo simplificado do custo das principais despesas cartoriais e do ITBI de um imóvel de 400.000 reais, com 300.000 reais financiados, na cidade de São Paulo:
ITBI: 7.358 reais
0,5% sobre o valor financiado, com limite de 42.800 reais; ou seja, 0,5% sobre 42.800 reais. Soma-se a isso 2% sobre o valor restante de 357.200 reais.
Registro de imóveis: 1.792,21 reais (se não for a primeira compra) ou 896,10 reais (50% de desconto, caso o comprador nunca tenha tido imóvel em seu nome).
Eventuais despesas com certidões: 400 reais
Total: de 8.654,10 a 9.550,21 reais, cerca de 2% do valor total do imóvel
Vamos agora simular as mesmas despesas para uma compra à vista de um imóvel de 600.000 reais na cidade de São Paulo:
ITBI: 12.000 reais
2% sobre 600.000 reais, sem desconto
Escritura: 3.074,93 reais
Registro de imóveis: 2.063,25 reais (se não for a primeira compra) ou 1031,63 reais(50% de desconto, caso o comprador nunca tenha tido imóvel em seu nome).
Eventuais despesas com certidões: 400 reais
Total: de 16.506,56 reais a 17.538,18 reais, cerca de 3% do valor total do imóvel




2013 será o momento de investir em imóveis, quem quiser ganhar da inflação deverá apostar em investimentos seguros



desenho-casaA economia nacional sempre está em ebulição. O brasileiro já está vacinado contra os altos e baixos da inflação. É claro que o cenário atual é bem mais seguro do que há dez anos, por exemplo. A inflação, de certa forma está controlada, o poder de compra da população é maior e a garantia de emprego está em patamares altamente positivos.
Ter a certeza de que nossos investimentos estão garantidos é uma de nossas maiores preocupações, principalmente da chamada nova Classe C, que começa a ver a oportunidade de guardar dinheiro e conseguir investir em algum tipo de rendimentos extra. Imóvel, que sempre foi um porto seguro, se apresenta como o investimento mais seguro em 2013. E grande parte da população começa a migrar para ele. Comprando o primeiro imóvel ou mesmo conseguindo ter um segundo para investimento. Mais, no próximo ano, segundo especialistas, o investimento no mercado de imóveis oferecerá proteção contra a inflação dos serviços, a mais preocupante para os poupadores.

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De acordo com agente do mercado financeiro, a inflação pelo IPCA deve fechar o ano em 5,43%. A inflação dos serviços, conforme estudo encomendado pelo Banco Máxima à consultoria MB Associados, deve fechar o ano em 8%. Para 2013, esse índice deve ser de 9%. Para se proteger contra isso, os investimentos lastreados em imóveis serão a melhor opção. O indicado serão os fundos imobiliários, aqueles com cotas negociadas em Bolsa que investem em imóveis corporativos como shopping centers, prédios de escritórios e galpões industriais.
Para os que buscam renda com aluguel, a garantia de retorno será ainda maior. Como os contratos são feitos normalmente com correção pelo IGP-M e esse índice capta melhor a inflação dos serviços do que o IPCA, o retorno será ainda mais seguro. Quem reajusta pelo IGP-M sempre revisa os aluguéis para cima, variando conforme o aquecimento do mercado. Se o aluguel vem de fundos imobiliários, que são isentos de Importo de Renda para a pessoa física, a rentabilidade é ainda maior.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Dicas para escolher louças sanitárias


As louças sanitárias devem inspirar tanto ou mais cuidado na hora da escolha. Assim, em primeiro lugar avalie o espaço disponível para a instalação. Isso porque é possível encontrar grandes diferenças de dimensões entre os produtos disponíveis.
Em seguida parta para a escolha do tipo/modelo de vaso (com caixa de água acoplada, com válvula hidráulica ou suspensa) e de cuba (de embutir, de sobrepor, de apoio ou semi-encaixe). Vasos com caixa acoplada, em geral, consomem menos água e têm manutenção facilitada em comparação com os aparelhos sem caixa. Porém são mais volumosos. A diferença se explica porque nas bacias de caixa acoplada a quantidade de água por descarga é pré-determinada, diferente da válvula comum, cujo volume despendido depende da intensidade e duração do acionamento, bem como da regulagem do dispositivo.
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Para quem busca reduzir impactos ambientais, uma alternativa válida tanto para bacias de caixa acoplada, quanto para válvulas, é o sistema de duplo acionamento de descarga com opção para três ou seis litros de vazão. Esse recurso, que possibilita a utilização de acordo com a necessidade de cada uso (dejetos líquidos ou sólidos), proporciona uma economia de até 60% no consumo de água. Há também a opção de substituir as bacias antigas (que chegavam a consumir 12 litros de água  por descarga) pelos modelos conhecidos como VDR (volume de descarga reduzido), desenhadas para funcionar com, no máximo, seis litros de água e encontradas no mercado desde 2002.
Em relação às cubas, as embutidas em bancadas são as mais utilizadas, mas vem crescendo a aplicação das de sobrepor, especialmente em lavabos, assim como das de semi-encaixe, indicadas quando há pouco espaço no banheiro e a bancada tem limitação de profundidade.
De acordo com o arquiteto Eduardo Mourão, sobretudo no caso das louças sanitárias, deve-se observar a qualidade do produto, analisando de perto o seu acabamento, se há imperfeições ou manchas e se o fabricante apresenta selos de qualidade e tradição. Também é importante checar a disponibilidade da assistência técnica, que pode ser necessária no futuro.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Sem erro: confira as novidades e aprenda a investir em louças e metais sanitários

Banheiro criado por Gustavo Calazans usa bacia com caixa acoplada, opção utiliza menos água


Nos últimos anos, a evolução nas áreas de louças e metais sanitários provocou uma verdadeira revolução em banheiros, lavabos e salas de banho no Brasil. O design ganhou refinamento, aproximando-se do que é produzido pelos melhores fabricantes internacionais, e a tecnologia agregada adicionou mais conforto para o usuário e ecoeficiência às peças, que consomem cada vez menos água.
"Os banheiros ressurgiram com novos conceitos integrando spas, salas de relaxamento e até áreas de convívio. Neles foram inseridos cuidados quanto à  sustentabilidade, à automação e ao conforto", resume o designer de interiores e consultor de tendências em decoração e estilo, Fabio Galeazzo.
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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

A planta certa para cada signo


Saiba qual a espécie ideal para cultivar ou presentear, de acordo com as características do seu signo do zodíaco


Getty Images
Dependendo do signo, as pessoas podem ter mais habilidade para cuidar de determinadas espécies de flores e plantas
Se ver uma planta quase totalmente seca em um jardim, possivelmente ela estará sob os cuidados de um geminiano ou sagitariano. Já se o quintal estiver florido, provavelmente um nativo de touro, câncer ou virgem estará a cargo de seu cuidado.

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Os signos do zodíaco têm características diferentes, uns têm nativos mais desligados, outros são mais zelosos, mas todos podem encontrar a planta ideal para cultivar em casa. Com a ajuda do psicoterapeuta Daniel Pires Rodrigues Nunes, que é também professor de astrologia e educador ambiental, listamos qual espécie melhor se encaixa no perfil de cada signo. Confira.
AQUÁRIO         ÁRIES              CÂNCER              CAPRICÓRNIO               ESCORPIÃO           LEÃO    
LIBRA                GÊMEOS         PEIXES                 SAGITÁRIO                      TOURO                VIRGEM   
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